PÓS-QUEDA DE QUEL'THALAS
A reconstrução de Quel'Thalas acontecia de maneira curiosa.
As muralhas voltavam a ser erguidas, os jardins iriam recuperar lentamente o perfume de antesse não fosse o cheiro de morte empesteado, mas havia algo que permanecia irremediavelmente quebrado. Não era uma ruína visível, nem um edifício reduzido a escombros. Era uma sensação compartilhada por todos os sobreviventes, como se a floresta inteira ainda esperasse por vozes que jamais voltariam a responder.
Kyo (seu novo nome) crescera em meio a esse silêncio.
Depois do massacre de sua família durante a invasão, aprendeu cedo que sobreviver significava muito mais do que escapar da morte. Significava aceitar que algumas perguntas jamais encontrariam resposta. Nunca lhe explicaram claramente por que um dos generais patrulheiros insistira tanto para que seu verdadeiro sobrenome desaparecesse dos registros públicos. As poucas vezes em que tentou perguntar, os adultos apenas trocavam olhares desconfortáveis e encerravam a conversa antes que ela realmente começasse, prezando por ele.
Diziam apenas que era mais seguro daquela maneira.
Que havia gente interessada em garantir que nenhum herdeiro daquela linhagem permanecesse vivo.
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