INÍCIO EXPANSÃO LEGION
O início da nova invasão da Legião Ardente espalhava o caos por toda Azeroth. Enquanto exércitos se reuniam para conter o avanço dos demônios, regiões inteiras tornavam-se vulneráveis a antigos inimigos que se aproveitavam da desordem para acertar contas ou concluir planos há muito arquitetados. Kyo aprendera, durante os anos no Templo do Pico da Serenidade, que o chi do mundo jamais mentia. Nos últimos dias, uma inquietação insistente o acompanhava, como se um fio invisível o conduzisse para algum lugar onde a vida se encontrava perigosamente próxima do fim.
Seguindo esse pressentimento, encontrou uma trilha marcada por sangue, ferraduras e vestígios de magia vil. As marcas eram recentes e avançavam por uma mata pouco frequentada de Azsharah, afastando-se das rotas principais utilizadas pelas forças da Horda. Quanto mais avançava, mais evidente se tornava que alguém havia sido perseguido.
Quando avistou o cavalo de Yuleth caído entre as árvores, seu peito se contraiu. O animal respirava com dificuldade, coberto de cortes profundos, mas ainda tentava erguer a cabeça ao reconhecer sua aproximação. Kyo acariciou-lhe rapidamente o pescoço antes de seguir adiante, tomado por um medo que já não conseguia controlar.
Encontrou Yuleth poucos metros além.
Ela permanecia caída sobre a relva, quase imóvel, como se toda a força que sempre demonstrara tivesse sido arrancada de seu corpo. A armadura apresentava rachaduras profundas, parte do metal havia sido retorcida pela violência dos golpes e o sangue escorria lentamente por entre as placas douradas. Seus pulsos exibiam marcas arroxeadas de contenção, e ao redor do corpo havia um círculo de runas queimadas que ainda irradiava resíduos de magia sombria. Não era difícil compreender o que acontecera ali. O ritual havia drenado boa parte de sua energia antes de ser interrompido.
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