domingo, 10 de junho de 2018

Lore de titiayuuko - parte 2


 A mente de Yuuko entrou em uma espiral tortuosa. Sua mãe, ao ver a situação, entrara em pânico e desaparecera por completo. Seu pai, sabe-se lá onde foi parar.

Sua irmã, certificou de salva-la.

A depressão, o pavor e a solidão consumia seu ser. Porém, um fio de esperança estava em seu peito, que falava consigo mas não conseguia distinguir. .


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Sua mente entrava em um lapso constante. Uma densa espiral tortuosa diante de todos os acontecimentos. O olhar de sua mãe aterrorizada e em pânico ecoava em sua mente. As torturas de seu pai, a face de sua irmã, tudo ia e voltava. A elfa já não suportava mais aquela situação.


Além da mãe desaparecida, outros elfos a olhava com desgosto, repulsa. Encontrava se alimentando de uma forma precária, completamente depressiva nos escombros que outrora fora um grande lar de amor. A solidão a consumia, porém o que a mantém com respingos de sanidade mental era seu gato alaranjado. Um gato muito esperto por sinal, que a defendia e também tinha peculiares momentos de lazer nos escombros da biblioteca, incrivelmente lendo. Os gatos de Silvermoon são especiais, de fato. São mágicos.

Volta e meia, a elfa precisava caçar animais que ainda não haviam sido contaminados para se alimentar além de ter que lutar contra criaturas pútridas horripilantes. Amarrava uma tira vermelha na cabeça, pegava as espadas, arcos e lanças e treinava vertiginosamente após se alimentar. A maldita floresta era seu único refúgio. Por alguns meses vivera assim até que Kyo resolveu estar e lutar ao lado dela.

Raramente pisava em Tranquillien, para encontrar seu melhor amigo, que também passava por apuros. Ele tentava em vão encontrar algum resquício de sua família mas sua casa estava no meio da estrada da morte, praticamente. Dos poucos elos que sobrava, a elfa era uma delas, para Kyo. Uma bem especial por sinal.

-Há cada vez mais escassez de peixes e animais. É bem desgostoso caça-los. - dizia a contragosto.

- De qualquer forma, Yuuko, é melhor do que nada. Somos marginalizados agora.

-Vistos como os “péssimos” frutos de muitos causadores da desgraça que assola o nosso povo. Sequer eu consigo recorrer em meio às ruinas, alguém que me escute.

- Os rios estão praticamente difíceis de atravessar. As pontes foram destruídas. - falava o elfo com um semblante triste.

- Nós iremos conseguir de algum jeito ou de outro. Podemos tentar pelo território dos Windrunner. Lá tem uma boa passagem, apesar de alguns trolls logo acima que devemos ter cuidado, por sermos apenas dois.

-Creio que nem lá. Tudo está tomado pela morte. Devemos enfrentar o longo rio mesmo. É o único jeito.

Silêncio.

Fortes ventanias ocorriam novamente, ao ponto de revirar um pouco os escombros. Apesar de ser um simples vento, era o suficiente para que todo aquele episódio que ocorrera na vida deles voltasse na mente da elfa.


Tão jovem, porém lutando incessantemente. Ela e seu melhor amigo - apaixonado pelas lendas pandarianas e que guardava junto com ela o segredo de suas linhagens- Kyo, eram guerreiros que dedicavam sua vida a defender o que restou de seu povo. Eles só tinham um ao outro e se conheciam desde crianças. Em poucos desvaneios de alegria, disputavam em quem era melhor em algo. Ambos sentiam um chamado diferente, em nome da justiça, em suas almas. Ó, o clamor e a sede pela justiça era enorme.
E nisso sentiam-se diferentes. Era um chamado.

Havia uma esperança na Luz e eles se entregaram por inteiro.

Por um longo tempo, sobreviveram, um ajudando o outro, perto de Tranquilien. A única família dele, era Yuuko.

Apesar da elfa ter um tio por parte de pai vivo e a sua irmã, ela só tinha Kyo. Eles treinavam e caçavam para se alimentarem. Raramente Yuuko poderia entrar na cidade pois ela, como filha de um dos traidores, era discriminada. 

ste é o dever do paladino: proteger os fracos, trazer justiça aos injustos e exterminar o mal nos confins mais sombrios do mundo. Estes guerreiros sagrados estão equipados com armaduras de placas para enfrentar os inimigos mais perigosos e são adeptos da benção da Luz. Kyo e Yuuko se aliaram, suplicando ser pupilos de Lady Liadrinn.

O caminho era pesado e cruel, junto com o treinamento, porém a determinação e a força que nascia-sabe-lá-de-onde da elfa paladina e seu amigo surpreendia a Matriarca dos Cavaleiros Sangrentos- que sabia de suas linhagens, mantendo os segredos consigo.



domingo, 8 de abril de 2018

Lore de Ttiayuuko - parte 1



Poucos sabem, mas a pupila de Liadrinn tem uma longa história e marcas que a forjaram em uma Paladina com Determinação e Honra.

Envolto a uma infância difícil e amarga, levada cedo para os campos de batalha, com uma família completamente destruída, deixando sua irmã com seu único parente em terras inimigas(Aliança) para que vivesse sem ter contato com o fel, sofrendo preconceito por não ser plenamente purificada pelo fato de um demônio ainda vivo estar com um pedaço de sua alma, esta elfa sangrenta - que abandonou seu nome de origem e não ousa proferi-lo - luta com sagacidade em nome da Luz, da Justiça e pela Nascente do Sol.


Usando seu nome inspirado nas terras e lendas pandarênicas que ouvia pela infância com andarilhos enquanto sua terra era protegida e próspera, Yuuko Kitsune havia tudo para perder e enlouquecer, mas decidiu perseverar.

Atualmente, da infância, manteve seu amor pelos estudos arqueológicos e antropológicos se especializando desejando algum dia voltar a estudar com os Escribas de sua terra para aumentar ainda mais sua paixão no âmbito intelectual fora das missões que faz paralelamente nas campanhas em que luta.

A pequena Yuu é mais uma de muitas crianças elfas que sofreram aos mandos e desmandos de guerras, ataques, traições e malignidade

Filha de um promissor mago e uma exímia sacerdotisa, Yuuko era a filha mais velha da família. Sath, sua irmã mui pequena, nascera com dificuldade por ter vindo de forma tão prematura. Principalmente após a Segunda Guerra. Amava

Yuuko Kitsune, a princípio, possuía um outro nome, no qual resolveu esquecer após a trágica ação de seu pai para com suas filhas.

A casa de sua família ficava um pouco longe de Tranquillien, um lugar que outrora já fora magnífico, antes de Arthas atacar.

Seu pai possuía ambições e o seu leve gosto pelo profano o levava para outros caminhos ainda mais tortuosos.

Abaixo, um pedaço desta memória.


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-Eu não permito que toque em minha irmã para qualquer coisa!

A elfo esbravejava com seus olhos ardentes. Sua irmã estava acorrentada por uma espécie de fluído no qual foi solta por ela. O demônio Mal’this estava presente, completamente entretido com todos os acontecimentos, junto ao seu pai, amigo íntimo de Dar’Khan Drathir.

O exato momento em que ela chegou fora na hora em que recitava palavras esquisitas e arrepiantes. Nisso, a elfa se joga em frente a dua irmã, sendo atingida pelo ataque que o prai proferia.

-Idiota! - Falava o pai.

- Está ficando interessante este contrato, elfo. - comentava o demônio.

O corpo da elfa flutuava em meio a fluidos esquisitos após o choque em salvar a sua irmã. Seu amigo conseguiu, sorrateiramente, silenciar a pequena elfa e levar para fora da torre o mais rápido que podia, pois ainda era uma criança entrando na fase da adolescência.

-Eu preciso ajudá-la também. Por isso, Sath, peço que fique em silêncio.

Sath era muito pequena e chorava copiosamente sem entender muito do que estava acontecendo, porém Kyo sabia como acalmá-la: Havia trazido seu filhote de gato para que ela pudesse se acalmar.

Seus olhos permaneciam fechados enquanto tentava compreender o que estava acontecendo. Uma sensação desesperadora de sentir sua alma querendo sair do seu corpo contra sua vontade a deixava em pânico. Porém ela não poderia ceder. Jamais iria ceder. Sua mãe sempre dizia que em qualquer adversidade, jamais se esquecesse da Nascente do Sol e sua luz.

- Já não me basta atrapalhar a vida inteira com suas vis atenções infantis, agora só me resta ter que usar apenas você.

Essa voz era conhecida. Vaga mais conhecida.

Era a voz de seu pai.

-Porque essa alma é tão resistente?

-Quanto mais pura, mais difícil de retirar e de transformar em receptáculo, elfo.

A elfa já havia recuperado a plena consciência do que estava ocorrendo. Sentia seu corpo cair lentamente para frente, levando seus pés a tocarem o piso de mármore puro extraído de Quel’danas. Seu olho direito comichava junto com uma boa parcela do seu corpo e de sua cabeça. Ecos de terror percorriam sua pobre e pura mente.Sentia sua pele rasgando de forma tão doloroso que por pouco se desvencilhou.

Porém continuava lutando, enxergando a luz e o fio de esperança dentro de sua alma.

-Pare de resistir! Seja uma boa filha e obedeça!

-Este contrato está demorando a acontecer, elfo. Onde está aquela sua capacidade demonstrada?

As palavras irritavam a elfa. Tão jovem, tão nova, ainda entrando na puberdade mas sofrendo os horrores demoníacos dentro da própria torre ao Oeste de Tranquillien. A voz que dialogava junto de seu pai era estrondosa, arrepiante e assustadora.

Voz de demônios.

O que ele falava, explicava o motivo de diversos desaparecimentos de um povo já dizimado praticamente. Essa voz ecoava em gritos dentro de seu corpo.

-Eu não…. vou permitir…. enquanto eu viver...

A pequena elfa de cabelos preto-azulados fazia força enquanto os fluídos apertavam suas articulações. Se determinação era algo que marcava sua família por parte de mãe, estava sendo transparecido ali. Porém, a dor estava imensurável, ao ponto de sentir o fluido preencher em todo o lugar que comichava em seu corpo.

“Ó, nascente do sol, não me abandone… Não permita que o mal assole meu povo. Me permita… lutar pela Luz, lutar por todos eles e banir este mal das terras… pela Justiça!” - clamava a elfa em sua mente.

Uma voz começa a ecoar dentro de si. Ela já sentia isso antes quando acompanhava sua mãe nos ritos de Sacerdócio. Sua alma graças a sua fé se agarra nesta voz, que parecia um doce canto em sua mente.

Os fluídos começavam a enrijecer em volta da elfa, quebrando e esfarelando como se fossem biscoitos. Seu pai se irava e sua vontade de pegar o chicote para castigá-la aumentava, porém não estava a vista para isso.

Um clarão tomou conta da torre pútrida que era a torre de seu pai que o fez ficar impossibilitado de enxergar qualquer coisa a sua frente, tal como o demônio que o acompanhava - blasfemando todos os tipos de nome que possa existir em todos os Reinos do Leste.

- Estou com uma parte da alma dela, elfo. Vou usá-la como um “amuleto” para meus… planos peculiares. Se eu estivesse com a totalidade da sua alma e com seu corpo como receptáculo, poderia fazer muito mais. Porém, provou o suficiente nestes tempos, inclusive pelas atitudes desgarradas com sua prole.

-Eu faria qualquer coisa. A luz é fraca e só o arcano não me contenta para conquistar. - falava o pai.

- Venha, há um grande poder que lhe aguarda. Uma grande Legião.

O clarão ainda estava evidente. Kyo estava a espreita e segurou sua amiga, pois com o clarão, ela fora impulsionada para trás da porta que estava aberta. Com muita dificuldade desceu com ela até a base da torre e abraçando-a junto com sua irmã, pedia para o Sol que a Pedra de Regresso não falha-se.

Abrindo os olhos, estavam no bazar de Silvermoon, rodeado de elfos correndo por todos os cantos. Preocupado com a pequena Sath, vendou seus olhos e junto ao tio de sua amiga, correram para algum local mais escondido de lá.


Após o ocorrido, Eles correm para os braços do tio de Yuuko. Após muitas conversas e reuniões, além de embates contra alguns demônios menores que os perseguiam até o local, decidiram o que era melhor para a caçula.

A família se fragmentara. Graças ao pai.


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-Onde estamos? - Indagava o elfo de cabelo preto amarronzado.

- Isto não importa muito no momento. O importante é salvar a minha irmã.

- Certifiquei que vocês viessem de forma que não fossem rastreados, sobrinha. Fique tranquila. - indagava Elhous, o tio das duas elfas ali presentes.

-Obrigada. É uma decisão muito difícil a que escolhi....


- Então vai ser assim? - falou Kyo um pouco consternado. Bebericando um pouco do copo de água oferecido por Elhous, respirou fundo e observou pela janela o mar esverdeante repleto de árvores com imensas raízes. Aparentava ser um local tranquilo, sem trolls, Scourges ou sinais da Burning Legion. - É uma boa decisão, por mais que seja dolorosa.

- Dolorida é a dor que irei carregar para o resto de minha vida. A dor que motiva meu desejo mais profundo. A justiça deve ser feita pelo nosso povo, pela minha família. - disse a elfa, enquanto destampava um dos olhos em frente ao espelho da sala da torre do seu tio. A Heterocromia de um olho verde e um olho azul sumia de tal forma que os dois assumiam então a coloração esverdeada. A cena de seu lar a atormentava dia e noite.

Porém sua irmã ainda estava imaculada. Isso era o que mais importava. E com isso, ela não poderia viver mais consigo, ou teria que sugar o arcano de uma forma que a contaminasse.

Sua mãe enlouquecera ao encontrar o estado das filhas e da casa profanada. Desaparecera sem deixar qualquer vestígio. Seu pai, sabe-se lá o que houve mas provavelmente se enveredou nas trevas. O resto de sua família estava morta. O único que sobrou fora o seu tio, que fazia parte de um grupo de Altaneiros leais ao Leão.

- Eu não quero ir. - dizia Sath consternada. - eu tenho medo, quero ficar com você, irmãzinha!

- Um dia nos reencontraremos. É uma promessa. Você... se tornará uma linda elfa e determinada, na função que você escolher. Nosso sangue está acima de tudo e de todos, lembre-se... disso sempre. - disse Yuuko com a voz embargada - você jamais estará sozinha.

- Minha pequena Sath, irei cuidar de você com todo o amor como minha irmã lhe cuidava! Mas há coisas que você ainda é muito pequena para compreender. - disse o tio.

-Eu não estou te abandonando. Estou te protegendo. Não quero que você tenha olhos... verdes... Faz mal. - disse Yuuko inventando de alguma forma o que contava - sua irmã vai buscar a cura. Ela está dodói.

-Irmãzinha, então se cuide, fique bem forte e tome os remédios direitinho! Mamãe falava que era delicioso comer com um pouco de leite e mel!

Yuuko sorria. O rosto de sua irmã demonstrava determinação, uma característica forte da sua família que já fora dissolvida. Recolhendo algumas lágrimas, abraçou e acariciou os cabelos de sua irmã. Talvez, fosse a última vez que a veria.

Talvez não, certeza.

A partir dali em diante, seus destinos estavam traçados em lados opostos.

- Vamos, Kyo e... obrigada tio. Se precisar de...

- Não pise aqui, seremos inimigos. - disse de forma seca seu tio. - não poderemos manter contato, mas cuidarei dela como se fosse uma filha. Pode enviar cartas a ela, eu as entregarei.

- Eu não sou uma inimiga, nosso povo está acima de tudo. - retruca, Yuuko. Naquele momento, sua irmã já não está mais no recinto.

-Queria poder dizer o mesmo, porém você tem o sangue honroso de minha irmã. Então.... de você, eu tenho compaixão e misericórdia. Por isso eu peço para que não volte, mas se comunique por cartas. Se ocorrer alguma emergência, avisarei a ti.

-Obrigada. E... se ocorrer algo grave, que tenha a necessidade de que eu surja aqui de novo, assim o farei, independente de suas palavras. Tanto comigo quanto com ela, mas principalmente com ela. Se ele.... tentar persegui-la...

- Neste caso tem todo o meu apoio. Caminhe com honra e triunfe na Luz.

- A Luz nos guiará tio.

- E que ela te cure - disse o tio, já se afastando da sala.