domingo, 15 de julho de 2018

Lore de titiayuuko - parte 3

 Yuuko Kitsune se tornara irrefreável. Adotou o nome inspirado nas lendas pandarênicas guardando para si a sua dor e vivendo quem ela era agora.


Sua sede insaciável de justiça a fazia uma máquina de destruição de demônios - e todos aqueles que se aliavam a eles. Fora seus inimigos, agora do lado que um dia já fazia parte, também sofreriam com a punição.

Yuuko apanhou muito, porém pagou igualmente com cada golpe, soco e veredito.

Infelizmente, teve de lidar com mais uma perda. Seu amigo perdera em seus braços seu tio adotivo e se sentiu incapaz de trilhar o caminho da Luz em suas confusões pelo transtorno dessa guerra. Pegou suas coisas e debandou para terras distantes, prometendo se tornar o melhor para proteger aquela no qual ele fez um pacto quando pequena.

Agora Yuuko se sentira completamente sozinha e triste, uma tristeza muito diferente do que já sentira antes em seu coração. Entre lágrimas, não conseguia esboçar uma palavra do que realmente queria dizer.

Em lágrimas engolidas, ela queria queimar a Legão e o Lich King pelas suas perdas. Lutou com grandes pessoas. Com todos os tipos, incluindo Cavaleiros da Morte, no qual se compadecia pela dor. Uma de suas tias se tornara uma.

Seu coração, mesmo triste por estar sozinha, se preenchia com o amor e a empatia que ela sempre carregou dentro de si. Ela zela por todos, indiferente de qualquer característica da pessoa.


Os elfos sangrentos foram purificados, mas, por conta do roubo de parte de sua alma- que ainda está nas mãos do demônio que selou o contrato com seu pai- seus olhos se tornaram heterocromático, emanando luz e uma parte do Vil.

Por conta desse dilema, se afundou em crises existenciais e reflexões diante de acusações infundadas no qual recebeu durante essa longa caminhada para derrubar o Lich King. Em tudo o que fazia, ela fazia o dobro para provar o seu valor e honra, ao ponto da Cruzada Argêntea convida-la a participar de sua causa. Tirion a recebeu de braços abertos.

Ela os ajudou, mas não adentrou para a Cruzada.O convite está em aberto até hoje



Em uma dessas caçadas pela paladina, um grupo avançava fortemente contra ela. Porém, ao ver os olhos familiares, ambas as líderes (Yuuko protegendo um território da Horda e a outra elfa, o da Aliança) cessaram fogo ao se reconhecer.

- Irmã?

-Sou eu, sim.

Sua irmã Sath cresceu ao ponto de ter a altura do seu pai, mas o olhar de sua mãe. Ambas esboçaram lágrimas de alegria, apesar de estarem em lados opostos. Yuuko se sentia orgulhosa pela sua irmã ter se tornado uma exímia caçadora enquanto ela (Sath), tinha orgulho do caminho da luz pela sua irmã mais velha.

Desde então, mantiveram certo contato na medida do possível, ajudando uma a outra quando pudessem. Porém, eram decididas no lado que escolheram ficar - ou foram acolhidas.

As relações talvez estremecessem após Garrosh assumir a Horda. Yuuko odiava a arrogância dele. Em contrapartida, chorou copiosamente a morte de Cairne.


Deathwing causava o caos por Azeroth. Houveram muitas perdas para todos. No meio desta situação, Yuuko se apaixonou por um orc em Orgrimmar. Essa paixão veio com uma força no qual ela ignorava claramente que Luz e Trevas não combinam.

O Bruxo a tratava com toda a cordialidade e sutileza no qual não era característico de seu povo. Isto a encantava.

Aos poucos, o que era belo se tornara o caos, onde o mesmo infligiu diversas questões e ilusões em sua mente, ao ponto da elfa achar que estava enlouquecendo por anos a fundo. Tudo isso como parte dos planos deGul'dan, de enfraquecer a luz



domingo, 10 de junho de 2018

Lore de titiayuuko - parte 2


 A mente de Yuuko entrou em uma espiral tortuosa. Sua mãe, ao ver a situação, entrara em pânico e desaparecera por completo. Seu pai, sabe-se lá onde foi parar.

Sua irmã, certificou de salva-la.

A depressão, o pavor e a solidão consumia seu ser. Porém, um fio de esperança estava em seu peito, que falava consigo mas não conseguia distinguir. .


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Sua mente entrava em um lapso constante. Uma densa espiral tortuosa diante de todos os acontecimentos. O olhar de sua mãe aterrorizada e em pânico ecoava em sua mente. As torturas de seu pai, a face de sua irmã, tudo ia e voltava. A elfa já não suportava mais aquela situação.


Além da mãe desaparecida, outros elfos a olhava com desgosto, repulsa. Encontrava se alimentando de uma forma precária, completamente depressiva nos escombros que outrora fora um grande lar de amor. A solidão a consumia, porém o que a mantém com respingos de sanidade mental era seu gato alaranjado. Um gato muito esperto por sinal, que a defendia e também tinha peculiares momentos de lazer nos escombros da biblioteca, incrivelmente lendo. Os gatos de Silvermoon são especiais, de fato. São mágicos.

Volta e meia, a elfa precisava caçar animais que ainda não haviam sido contaminados para se alimentar além de ter que lutar contra criaturas pútridas horripilantes. Amarrava uma tira vermelha na cabeça, pegava as espadas, arcos e lanças e treinava vertiginosamente após se alimentar. A maldita floresta era seu único refúgio. Por alguns meses vivera assim até que Kyo resolveu estar e lutar ao lado dela.

Raramente pisava em Tranquillien, para encontrar seu melhor amigo, que também passava por apuros. Ele tentava em vão encontrar algum resquício de sua família mas sua casa estava no meio da estrada da morte, praticamente. Dos poucos elos que sobrava, a elfa era uma delas, para Kyo. Uma bem especial por sinal.

-Há cada vez mais escassez de peixes e animais. É bem desgostoso caça-los. - dizia a contragosto.

- De qualquer forma, Yuuko, é melhor do que nada. Somos marginalizados agora.

-Vistos como os “péssimos” frutos de muitos causadores da desgraça que assola o nosso povo. Sequer eu consigo recorrer em meio às ruinas, alguém que me escute.

- Os rios estão praticamente difíceis de atravessar. As pontes foram destruídas. - falava o elfo com um semblante triste.

- Nós iremos conseguir de algum jeito ou de outro. Podemos tentar pelo território dos Windrunner. Lá tem uma boa passagem, apesar de alguns trolls logo acima que devemos ter cuidado, por sermos apenas dois.

-Creio que nem lá. Tudo está tomado pela morte. Devemos enfrentar o longo rio mesmo. É o único jeito.

Silêncio.

Fortes ventanias ocorriam novamente, ao ponto de revirar um pouco os escombros. Apesar de ser um simples vento, era o suficiente para que todo aquele episódio que ocorrera na vida deles voltasse na mente da elfa.


Tão jovem, porém lutando incessantemente. Ela e seu melhor amigo - apaixonado pelas lendas pandarianas e que guardava junto com ela o segredo de suas linhagens- Kyo, eram guerreiros que dedicavam sua vida a defender o que restou de seu povo. Eles só tinham um ao outro e se conheciam desde crianças. Em poucos desvaneios de alegria, disputavam em quem era melhor em algo. Ambos sentiam um chamado diferente, em nome da justiça, em suas almas. Ó, o clamor e a sede pela justiça era enorme.
E nisso sentiam-se diferentes. Era um chamado.

Havia uma esperança na Luz e eles se entregaram por inteiro.

Por um longo tempo, sobreviveram, um ajudando o outro, perto de Tranquilien. A única família dele, era Yuuko.

Apesar da elfa ter um tio por parte de pai vivo e a sua irmã, ela só tinha Kyo. Eles treinavam e caçavam para se alimentarem. Raramente Yuuko poderia entrar na cidade pois ela, como filha de um dos traidores, era discriminada. 

ste é o dever do paladino: proteger os fracos, trazer justiça aos injustos e exterminar o mal nos confins mais sombrios do mundo. Estes guerreiros sagrados estão equipados com armaduras de placas para enfrentar os inimigos mais perigosos e são adeptos da benção da Luz. Kyo e Yuuko se aliaram, suplicando ser pupilos de Lady Liadrinn.

O caminho era pesado e cruel, junto com o treinamento, porém a determinação e a força que nascia-sabe-lá-de-onde da elfa paladina e seu amigo surpreendia a Matriarca dos Cavaleiros Sangrentos- que sabia de suas linhagens, mantendo os segredos consigo.